sábado, 27 de novembro de 2010

MENSAGEM DA PRESIDENTE GERAL DA PRIMÁRIA

Mensagem da Presidente Geral da Primária
Coleen K. Menlove
Uma Obra Maravilhosa e Um Assombro
Reunião – Março de 2005

UMA IGREJA MUNDIAL
Este é um tempo de celebração, quando A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias cresceu, ultrapassando 12 milhões de membros em 171 países em todo o mundo. A obra maravilhosa e assombro da Restauração está, verdadeiramente rolando para cobrir a Terra. Ao visitar as Primárias, freqüentemente sinto-me induzida a ajudar as crianças a compreenderem que pertencem a uma Igreja mundial. Quero que as crianças saibam que são uma entre um milhão de crianças que assistem a Primária em mais de 26.000 Primárias em todo o mundo. Quero que elas entendam que, como membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, são parte de uma obra maravilhosa e um assombro.
Muito embora as crianças da Primária possam falar muitos idiomas diferentes, as preciosas verdades do evangelho de Jesus Cristo as une como no hino: “De Mãos Dadas, Toda a Terra”.1 As crianças em Varsóvia, Polônia; Winnabe, Gana; Cebu, Filipinas; Donetsk, Ucrânia; e outros países podem reunir-se em pequenos números, mas aprendem as mesmas verdades: que o Pai Celestial ama a cada uma delas. Ele ouve e responde às suas orações. Seu Filho, viveu e morreu por nós para que pudéssemos voltar à Sua presença. Cada criança pode vir a saber que Joseph Smith é um profeta verdadeiro que restaurou o evangelho nestes últimos dias. Ao seguirem os ensinamentos encontrados no Livro de Mórmon e em outras escrituras e ouvirem as palavras de nosso profeta vivo, podem sentir paz e alegria em sua vida.
Líderes e professoras amorosas em todo o mundo ajudam as crianças a desenvolver o testemunho do plano de Deus para elas e um desejo de seguir Seu plano. As crianças podem começar agora mesmo a seguir Seu plano e preparar-se para ser mulheres e homens que servem em missões, casam-se no templo, possuem a própria família. As crianças precisam saber que podem se tornar líderes fortes e ser parte dessa obra maravilhosa e assombro---A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A mulher de um presidente de missão, que trabalhava para fortalecer as Primárias quando estava servindo com o marido na Albânia, entendia o grande potencial das crianças, quando escreveu: “Estou convencida de que as crianças são a chave para se conseguir que a Igreja seja bem organizada nos países. As crianças estão ansiosas, (...) e desejam aprender”.2
As crianças da Primária em todo o mundo estão aprendendo as verdades do evangelho enquanto professores amorosos ensinam, testificam e ajudam-nas a cantar as canções alegres do evangelho restaurado.
NOSSA PARTE NESSA OBRA MARAVILHOSA
O Presidente Gordon B. Hinckley testificou: “Estes são dias do cumprimento de profecias; e eu, bem como vocês, sou grato por participar desta obra vibrante e maravilhosa que influencia de modo positivo tantas pessoas em tantas partes do mundo. Esse crescimento não é uma vitória do homem; é uma manifestação do poder de Deus”.3 O Presidente Hinckley disse também: “Esta obra começou com uma manifestação
extraordinária em que o Pai e o Filho apareceram ao menino Joseph Smith em uma manhã de primavera do ano de 1820. Tudo de bom que vemos na Igreja hoje é fruto dessa manifestação extraordinária, e o testemunho disso já tocou o coração de milhões de pessoas em muitos países”.4
Este ano, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias está celebrando diversos marcos importantes na Restauração da plenitude do evangelho e haverá muitas atividades. Espero que vocês encontrem meios de incluir as crianças nos acontecimentos comemorativos locais.
Pensem em toda essa maravilha. De um início pouco conhecido, a Igreja tornou-se, como profetizou Isaías, uma obra maravilhosa e um assombro para todos os povos do mundo.5 Uma das grandes bênçãos de se viver nesta época é a de receber as palavras de um profeta vivo. O conhecimento de que Jesus Cristo fala por meio de um profeta vivo na Terra hoje em dia é verdadeiramente uma obra maravilhosa e um assombro. Ensinamos e testificamos na Primária a respeito de nossos profetas vivos e seu conselho inspirado. Os ouvidos das crianças estão sintonizados em suas palavras. Incentivem as crianças a ouvir as mensagens dadas nas conferências gerais e publicadas na Ensign, n’O Amigo e n’A Liahona, que são especialmente para elas.
Somos grandemente abençoados por ser parte dessa obra maravilhosa. Fomos chamadas para ensinar as crianças nesta época decisiva da história da Igreja. Foi-nos dado o encargo sagrado pelo Senhor. Um quadro existente no escritório da Primária nos lembra de nosso dever sagrado de trazer almas a Cristo. Aprendi algumas lições importantes com essa pintura. Primeiro, essa pintura não tem a assinatura de artista algum, no entanto, suas características distintas fazem com que seja facilmente identificada como a obra de Minerva Teichert. Da mesma forma que a pintura, o amor e as obras do Salvador são identificáveis pelos frutos do evangelho de Jesus Cristo. A segunda lição relata o por que a pintura não está assinada---a obra não está acabada. Um exame detalhado revela linhas do desenho que ainda não estão cobertas pela tinta. Provavelmente seria aposta uma assinatura na tela se a pintura houvesse sido terminada.
Isso se aplica a uma declaração de Joseph F. Smith:
Jesus não havia terminado Sua obra, quando Seu corpo foi morto, nem a terminou depois da Sua Ressurreição dos mortos; embora tivesse cumprido o propósito pelo qual viera à Terra, não acabou todo o Seu trabalho. E quando o terminará? Somente após redimir e salvar todos os filhos e filhas de Adão, tanto os que já nasceram como os que ainda nascerão nesta Terra até o fim dos tempos. (...) Essa é a Sua missão.6 Joseph F. Smith continua:
Não terminaremos a nossa obra, até que tenhamos salvo a nós mesmos e por isso salvemos os que dependem de nós; porque devemos tornar-nos salvadores em Monte Sião, com Cristo. Essa é a nossa missão.7
O Senhor poderia fazer Sua obra sem nós, mas, como parte de Seu plano, é-nos permitido, somos até mesmo chamados para fazer nossa parte. Acrescentamos nossas pinceladas à Sua tela quando ensinamos o evangelho e compartilhamos nosso testemunho do grande plano de felicidade de modo que os outros desejem e se preparem para receber a salvação e a exaltação.
Como professoras da Primária, desejamos representar o Salvador e fazer Sua obra da maneira Dele. Foi-nos dado o encargo sagrado de, na Primária, ajudar os pais a ensinar
o evangelho de Jesus Cristo aos seus filhos. “Os santos de Deus sempre estiveram sob o convênio de nutrir espiritualmente uns aos outros, em especial os que possuem pouco conhecimento do evangelho”.8 Ao inteirar-nos dos muitos desafios enfrentados pelas crianças de todo o mundo, desejamos ajudá-las de alguma forma. Queremos que todas as crianças tenham a luz e esperança do evangelho de Jesus Cristo. Fomos encarregadas de fazer nossa parte na pregação dessa obra maravilhosa e assombro.
Vamos verificar como podemos ficar a serviço do Senhor e fazer a obra que fomos chamados a fazer. Podemos nos aprontar preparando nosso coração e nossa mente, reunindo-nos para fortalecer uns aos outros.
Preparem-se
Preparemos nosso coração. Para ensinar os filhos de Deus e nutrir sua tenra fé, precisamos fortalecer a nossa própria e convidar o Espírito Santo a ficar conosco quando nos preparamos para cumprir nossos chamados. Vocês se lembram de como foi logo que foram chamadas? Eu me lembro de quando o Presidente Hinckley estendeu-me o chamado. Ele me perguntou: “Como está sua fé?” Ele sabe que é necessário muita fé para aceitar um chamado para servir na Igreja. Precisamos ter fé em que as coisas fracas podem ser feitas fortes.9 Precisamos ter fé que, estudando as escrituras em espírito de oração, receberemos inspiração para realizar aquilo para o que fomos chamados. Seria muito perigoso permitir que homens e mulheres inseguros ensinem às crianças. Não podemos ensinar a fé se não possuímos fé. Não podemos ensinar as crianças a sentir aquilo que não sentimos.10 Por meio de nossos ensinamentos e exemplos, as crianças podem ser guiadas para o Salvador e Seu amor e luz. Nosso amor pelas crianças ajudam-nas a sentir o amor do Salvador. A pergunta do Presidente Hinckley: “Como está sua fé?” salienta a sabedoria da escritura: “E (eu, Deus) não trabalho com os filhos dos homens a não ser de acordo com sua fé”.11
Sei que quando estudarmos as escrituras o Espírito Santo testificará ao nosso coração e nos ajudará a ficarmos mais bem preparadas para entender e ensinar a Sua palavra. Somos ensinadas em Doutrina e Convênios: “Não procures pregar minha palavra, mas primeiro procura obter minha palavra e então tua língua será desatada; e então, se o desejares, terás meu Espírito e minha palavra, sim, o poder de Deus para convencer os homens”.12
Da mesma forma que ponderar sobre as escrituras e as palavras dos profetas dos últimos dias convida o Espírito Santo, isto também acontece com a oração diária. “E o Espírito ser-vos-á dado pela oração da fé; e se não receberdes o Espírito, não ensinareis.”13 “A súplica constante e sincera pela companhia do Espírito Santo, tendo real intenção de nutrir [e ensinar] os filhos do Pai Celestial, abençoará não somente a nós, mas aqueles a quem amamos e servimos.”14 Por meio da prece e inspiração podemos aumentar nossa capacidade de servir na Primária. Certa irmã contou a seguinte experiência:
Durante algum tempo fui organista na Primária. Não pensava em magnificar meu chamado. Não me empenhava. Não ensaiava, mas adorava estar com as crianças. Divertia-me na Primária. Então, em uma reunião sacramental, ouvi um discurso sobre magnificar nosso chamado. Durante vários dias depois desse discurso, tive a impressão de que devia orar a respeito de magnificar meu chamado. Mas resisti, pensando: “Estou me saindo tão bem, não preciso nem
ensaiar. Não há como fazer isso melhor”. Mas como aquela impressão não me abandonava, finalmente orei a respeito de magnificar meu chamado como organista na Primária. Veio-me o pensamento de que deveria usar somente as músicas que fossem conhecidas das crianças como prelúdio e poslúdio. Assim, deixei de tocar todas aquelas músicas que achava serem boas e diferentes, e passei a tocar as músicas que as crianças sabiam. Elas começaram a murmurar os hinos que sabiam, e pareceu-me que a reverência melhorou um pouco mais. Aprendi, dessa experiência simples, que todo chamado pode ser magnificado.15
O doce Espírito que nos acompanha quando preparamos nosso coração estudando as escrituras e orando para magnificar nosso chamado é o mesmo Espírito que testifica ao coração das crianças que ensinamos na Primária. “Quando temos o Espírito para dirigir-nos, somos capazes de ensinar com grande vigor.”16 Somos ensinados em 2 Néfi: “Porque quando um homem fala pelo poder do Espírito Santo, o poder do Espírito Santo leva as suas palavras ao coração dos filhos dos homens.17
Preparem Sua Mente. O Presidente Hinckley fez-me uma segunda pergunta antes de apresentar-me o chamado. Disse ele: “Você tem um testemunho desta obra?” Pensem em como poderiam responder a essa pergunta. Para mim, um testemunho desta obra exige conhecimento do trabalho que somos chamados a realizar. Para aquelas de nós que servem na Primária, significa conhecimento do evangelho, assim como saber o por que ensinar as crianças na Primária, assim como o que ensinar-lhes e como fazê-lo.
Na Primária, estudamos as escrituras. Estudamos também os manuais, o esquema do tempo de compartilhar, os manuais de instrução e outros recursos disponíveis produzidos pela Igreja, como Ensino, Não Há Maior Chamado, que nos ajuda a planejar e apresentar lições atraentes, apropriadas à idade das crianças. Existem muitos materiais inspirados fornecidos pela Igreja para nos orientar e ajudar. O Pacote de Gravuras do Evangelho contém auxílios visuais para o ensino do evangelho. Esses recursos encontram-se no site da Web da Igreja, www.lds.org junto com muitos outros novos auxílios no website da Primária.
Temos usado os recursos que nos têm sido fornecidos? Por exemplo, lembram-se do vídeo Tempo de Compartilhar com o Presidente Gordon B. Hinckley? Quanto tempo faz desde que as crianças de sua Primária receberam ensinamentos de um profeta vivo? Encontrem e usem esse vídeo ou DVD para que as crianças possam ver e ouvir o Presidente Hinckley ensinar e prestar testemunho de verdades do evangelho. Esse vídeo é apropriado para as crianças de idade de berçário, assim como para maiores que estejam aprendendo a respeito dos princípios de dízimo, templo, famílias eternas, pertencer à Igreja e como seguir o plano de Deus as tornará felizes.
O Músicas para Crianças é um de nossos maiores recursos para ensinar o evangelho às crianças. Por meio da música, podemos ensinar, testificar e trazer à lembrança o plano de Deus. As escrituras ensinam: “Os justos serão reunidos dentre todas as nações e virão a Sião cantando com cânticos de eterna alegria”.18 As crianças precisam cantar mais na abertura e fechamento das reuniões, no tempo de compartilhar, nas aulas---inclusive no berçário, em dias de atividades e mesmo ao voltar para casa, saindo da Primária, assim como em suas casas. As presidências da Primária nas alas podem incentivar as líderes de música a magnificar seu chamado testificando a respeito da importância dele, orientando-as e proporcionando apoio e acompanhamento.
Reunir-se para Fortalecer Uns aos Outros. As reuniões de liderança de estaca e ala fornecem uma ocasião e lugar para que nós nos reunamos, expressemos apreço, forneçamos apoio constante, debatamos preocupações e compartilhemos os sucessos. As líderes da Primária de estaca devem ser fonte de conhecimento e apoio para as presidências de Primária de ala, ao trabalharem em conjunto para cumprir o propósito e os objetivos da Primária.
Quem treina a presidência da Primária de estaca? Depois de a presidência da Primária da estaca ter sido chamada e designada pelo presidente da estaca, ele designará um de seus conselheiros para supervisionar o trabalho da Primária da estaca. Esse conselheiro reunir-se-á regularmente com a presidência da Primária da estaca e com o consultor do sumo conselho a fim de treiná-la e debater assuntos da Primária. Ele relata essas questões nas reuniões da presidência da estaca. Essa linha de liderança é apresentada no Manual de Instruções da Igreja, Volume 2, seção 5, “Primária”. Se vocês não receberam esse treinamento, podem pedi-lo à sua presidência.
Quando servi como presidente da Primária da estaca, eu não sabia que deveria reunir-me com esses líderes do sacerdócio. Negligenciei a leitura desse assunto no manual. No início, eu realizava reuniões da presidência sem informar a qualquer líder do sacerdócio. Não é de admirar que eles não comparecessem. Meses mais tarde, depois que li essa parte do manual, comecei a convidar o conselheiro da presidência da estaca e o membro do sumo conselho para nossas reuniões da presidência e de liderança da Primária. Eles não podiam comparecer todas as vezes, nem isso era necessário, mas, compareciam ocasionalmente e, por meio desse acréscimo de comunicação, nossa eficiência foi aperfeiçoada.
Perguntem aos seus líderes do sacerdócio da estaca como podem ajudá-los a alcançar os propósitos do sacerdócio em sua estaca. Vocês receberão uma compreensão mais clara de seu enfoque e orientação e poderão melhorar sua capacidade de cumprir seu chamado. Prosseguirão com maior confiança, sabendo o que é mais importante para seus líderes do sacerdócio. Incentivem as presidências de Primária das alas a solicitarem orientação de como podem ajudar seu bispado a alcançar os propósitos do sacerdócio na ala.
Permitam-me fazer-lhes agora outra pergunta: Quais são os papéis e responsabilidades de uma presidência de Primária de estaca? O Manual de Instruções da Igreja, Volume 2, seção 5 nos instrui que, além de realizar o propósito e objetivos da Primária, a presidência da Primária da estaca (1) serve como um apoio às presidências das Primárias das alas, (2) treina e aconselha as presidências individualmente, quando solicitado pela ala e orientado pela presidência da estaca, (3) planeja e dirige as reuniões de liderança da Primária da estaca duas vezes por ano, e (4) visita cada Primária de ala, a fim de oferecer apoio e assegurar-se de que ela está funcionando apropriadamente. O manual instrui a presidência da Primária da estaca a observar as conferências de ala, “mas não dirigem a Primária, tampouco dão aulas ou apresentam o tempo de compartilhar”.20 Creio que isso é porque as líderes da estaca não estão familiarizadas com as crianças de cada Primária e as crianças freqüentemente não reagem bem a estranhos. Nas reuniões de liderança da Primária da estaca podemos melhor apresentar o modelo e fazer demonstrações para as Primárias das alas. Outras responsabilidades da presidência da Primária da estaca inclui reunir-se regularmente com seu consultor do sumo conselho; coordenar o Escotismo para meninos entre 8 e 11 anos de idade; e supervisionar os  registros, relatórios e finanças da Primária da estaca. A presidente da Primária da estaca serve também como membro do conselho da estaca.21
Por que repeti tanto do manual da Igreja? Porque se essas coisas não estiverem acontecendo na estaca, então as Primárias de ala não estão recebendo as instruções e apoio de que precisam. Depois de terem sido treinadas em âmbito geral, os líderes do sacerdócio e das auxiliares poderão, então, fortalecer suas alas ensinando e treinando princípios de liderança. As responsabilidades de treinamento do sacerdócio e auxiliares estão cada vez mais passando para a estaca.
Líderes da Primária de estaca, vocês podem ser extremamente importantes para as Primárias de ala. Transmitam expressões de apreciação, instruções e incentivo e forneçam um local para onde as preocupações e perguntas possam ser dirigidas. As líderes das alas as estão procurando em busca de auxílio? Elas estão procurando-as como a uma amiga que as aconselhará a respeito de dificuldades e que também comemorará com elas as grandes experiências da Primária que estão obtendo? Pesquisei diversas presidentes da Primária de estaca e foi isso que algumas delas disseram:
• “Quando orientamos uma nova presidência de ala, salientamos a importância de seguir o manual e a orientação do sacerdócio e damos alguma ajuda específica de que sabemos que necessitarão logo. Não podemos e nem tentamos abranger tudo, mas começamos a edificar um relacionamento e lhes damos nossos números telefônicos.”
• “Tentamos manter aberta a comunicação. Elas geralmente telefonam indicando suas preocupações e discutimos possíveis soluções. Mais tarde eu entro em contato para ver como vão indo as coisas. Quando apropriado, algumas dessas preocupações podem ser abordadas, de maneira geral, em uma reunião de liderança.”
• “Tentamos amar, encorajar e edificar baseadas em suas forças e então elas estarão mais dispostas a tentar outro meio de fazer as coisas.”
• “Visitamos as Primárias das alas e nos reunimos com elas durante alguns minutos depois, a fim de expressar apreço, incentivo e responder a quaisquer perguntas que tenham. Se tivermos alguma preocupação, nós nos comunicamos com o nosso consultor do sacerdócio no sumo conselho, que por sua vez pode aconselhar-se com o bispo daquela ala.”
• “Antes da conferência da ala, reunimo-nos com cada presidência da Primária de ala e depois da conferência, nós as visitamos e perguntamos se têm alguma dúvida. Depois nós lhes indicamos os recursos como o manual Ensino, Não Há Maior Chamado, para que possam começar a resolver suas preocupações. Prestamos sempre testemunho quanto ao seu chamado e ao trabalho que são chamadas a realizar. No correr da semana de nossa visita, enviamos a cada ala uma carta realçando os pontos fortes que observamos.”
Vamos pensar a respeito da responsabilidade que as presidentes da Primária de estacas e ramos têm nas reuniões de conselho. Essas reuniões são um tempo para pensarmos a respeito da Primária e mais adiante, um tempo de ajudar outras líderes a planejar como realizar a missão da Igreja, como fortalecer as pessoas e às famílias. A preparação para uma reunião de conselho inicia-se em sua reunião da presidência, onde pode discutir os problemas e fazer uma lista de recomendações. Presidentes, levem suas preocupações e recomendações ao seu consultor do sacerdócio e ele poderá ajudar a determinar se há qualquer questão que deva ser colocada na agenda do conselho. Na reunião do conselho, levantamos não apenas nossas preocupações mas também nossas recomendações. Quando é tomada uma decisão, é importante apoiar e seguir essa decisão.
Tenho admiração especial pelas presidências das Primárias de estaca. As líderes das Primárias de ala podem apelar a elas por ajuda. Mesmo que vocês não conheçam todas as respostas para suas perguntas, seu relacionamento cuidadoso e amoroso as ajudará a encontrar as respostas. Posso me lembrar de inúmeras vezes, quando servia nas auxiliares das alas, em que a líder de uma auxiliar da estaca disse exatamente o que eu precisava ouvir para ajudar a incentivar-me. Provavelmente vocês nunca saberão a diferença que fazem neste mês, ou mesmo neste ano, mas, nos anos vindouros, aqueles a quem instruírem seguirão seu exemplo ao instruir outros. As líderes da Primária que estão espiritualmente preparadas e sentem amor e incentivo de seus líderes da estaca ficarão, por sua vez, mais bem preparadas para amar e ensinar às crianças o evangelho de Jesus Cristo e como vivê-lo com alegria.
AJUDAR AS CRIANÇAS A FAZER SUA PARTE NESTA OBRA MARAVILHOSA
Podemos ajudar as crianças a ser parte desta obra maravilhosa ensinando-as com amor, ajudando-as a conservar sua rota e permanecer firmes, proporcionando-lhes oportunidades de servir os outros e ajudando-as a olhar adiante, para o futuro.
Amar e Ensinar às Crianças
O Presidente Gordon B. Hinckley nos lembra: “Amem seus filhos. Tratem-nos com carinho. Eles são muito preciosos. Eles são importantíssimos. Eles são o futuro. Vocês precisam de uma sabedoria maior que a sua própria para criá-los. Precisam da ajuda do Senhor [para fazê-lo]. Orem para receber essa ajuda e sigam a inspiração que receberem’.22 Os pais confiam em nós para ajudá-los a amar e ensinar seus filhos. Muitas crianças a quem o evangelho não é ensinado em casa dependem de nós para ensiná-las. Quando as crianças sentirem nosso amor por elas, reagirão com confiança e fé naquilo que ensinarmos.
Nosso amor pode ter grande impacto na vida das crianças. As experiências e lembranças que as crianças têm ajudam a formar o alicerce de seu testemunho em desenvolvimento e sua futura fidelidade. Certa moça contou a experiência que teve quando estava com quatro anos de idade. Quando sua mãe casou-se novamente e a família teve que mudar-se para uma cidade diferente, a peculiaridade dessas grandes mudanças na vida deixaram-na confusa, e ela resistia à idéia de freqüentar uma Primária estranha. Certo domingo, depois de terminada a Primária, à qual não compareceu, bateram à porta. Sua professora da Primária, estranha para ela, estava na entrada, sorrindo. “Ela perguntou se podia entrar e conversar comigo e minha mãe por alguns minutos. Sentamo-nos no sofá enquanto ela deu uma mini-lição. Trouxe um pãozinho (...) para que eu mastigasse enquanto ela falava. Não me lembro (...) da lição (...) mas lembro-me (...) de sentir que era um membro importante de sua classe.”23 A visita dessa professora da Primária ajudou esse menininha a não mais sentir-se uma proscrita em um mundo estranho. Sua professora da Primária ajudou-a a saber que era amada por ela e, mais importante ainda, era amada por seu Pai Celestial.
Será que entendemos quem são realmente essas crianças e quem podem vir a ser? O Élder M. Russell Ballard aconselha: “Verdadeiros professores e líderes vêem nas crianças o que elas poderão vir a ser. Vêem o valoroso missionário que um dia dará testemunho ao mundo e, mais tarde, um pai que honrará o sacerdócio. O professor inspirado vê belas e puras mães, futuras presidentes da Sociedade de Socorro, Organização das Moças e Primária, mesmo que hoje sejam apenas meninas que ficam dando risadinhas e cochichando no fundo da classe”.24
Manter as crianças em atividade na Igreja à medida que ficam mais velhas e enfrentam as influências mundanas é um desafio. Líderes e professoras de alas, é importante que prestem atenção às crianças uma a uma. Vocês podem desenvolver um relacionamento pessoal e carinhoso por toda criança e encorajar outros, crianças e professoras a também achegar-se a elas. Certa presidente da Primária disse que compartilha a oportunidade de integrar as crianças menores da Primária com as maiores. Ela lhes pede que sentem junto a uma nova Raio de Sol ou uma criança da vizinhança que esteja de visita e seja sua amiga especial para que a nova criança sinta-se à vontade vindo à Primária. Essas crianças mais novas, especialmente, são como investigadores do evangelho e estão desenvolvendo o testemunho em preparação para o batismo.
As crianças mais velhas da Primária encontram-se em um tempo crítico para o aprendizado e assimilação de seu testemunho em desenvolvimento. Essas crianças possuem características específicas de desenvolvimento que afetam sua maneira de pensar porque tornam-se mais capazes de entender e diferenciar o certo do errado e as conseqüências de suas escolhas. As crianças entre as idades de 10 e 12 anos começam a usar suas abordagens lógicas e sistemáticas para a resolução de problemas. Nessa idade, a auto-estima vem por meio dos iguais, mas a valorização pessoal vem dos pais, professores e outros adultos importantes em sua vida. A valorização pessoal é seu senso interior de valor, que as mantém firmes em tempos de tensão. Esse grupo etário também começa a questionar os sistemas de valores de seus pais. Essa é uma ocasião muito importante para que as professoras da Primária reforcem os princípios e práticas do evangelho ensinados no lar. As professoras podem exercer uma influência fenomenalmente positiva na vida das crianças.
Como professoras, competimos com os ruídos do mundo e com as ofertas constantes de entretenimento sem esforço. Vamos dedicar tempo para observar mais de perto as experiências que proporcionamos às crianças mais velhas. Envolver essas crianças no aprendizado ativo que é ligado a situações da vida real é muito mais eficaz do que o aprendizado passivo. Alguns exemplos do uso de técnicas de aprendizado ativo incluem realizar debates de grupos pequenos com seus iguais, fazer perguntas que exigem que eles visualizem como os princípios do evangelho podem ser aplicados a situações da vida real, e oferecer oportunidades para que elas empreguem habilidades de tomada de decisões. Ensinar e envolver as crianças em serviços aos outros é uma boa maneira de aplicar ativamente os princípios do evangelho. É particularmente importante que ensinemos as crianças mais velhas a serem independentes e confiantes na procura das escrituras e na oração para descobrir respostas para suas perguntas, receios, e dúvidas. Preparamos experiências de aprendizado a fim de realçar o entendimento das crianças quanto aos princípios do evangelho e fortalecer seu testemunho aplicando alguns desses métodos didáticos.
Ajudar as Crianças a Conservarem Sua Rota e Permanecerem Fortes
Sabemos que nossas crianças experimentarão provações e oposição do mundo. As trevas encontram-se em toda sua volta. Apresentam-se no playground, nos corredores da escola, na casa dos amigos, e mesmo em sua casa. Vêm em forma de videogames, TV, DVDs, a Internet, e, agora, nos telefones celulares. Como podemos ajudar as crianças a manter um rumo estável em um mundo de valores em transformação e padrões em mudança? Precisamos ajudar as crianças a entender as bênçãos de manterem-se fiéis aos padrões divinamente inspirados, como os explicados nos “Meus Padrões do Evangelho”. Não contendemos ou discutimos com as vozes do mundo. Permanecemos fortemente unidos e nos apoiamos naquilo que nos foi ensinado, prometido e que sabemos ser verdadeiro. Nosso exemplo e nossa alegria confirmarão esses padrões.
As atividades da Primária podem fornecer às crianças alternativas dignas que preencherão sua vida com luz de maneira que reconheçam a presença do Espírito. Os livretos Fé em Deus são instrumentos para ajudar os pais e líderes a ensinar as crianças de 8 a 11 anos como viver o evangelho e sentir alegria em suas escolhas e realizações. Fazer 8 anos é uma ocasião importante para as crianças da Primária. Elas são batizadas e tornam-se membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Reúnem-se com suas líderes da Primária e os pais para receberem seu manual Fé em Deus e lhes é ensinado como o programa ajudará a edificar seu testemunho. Imaginem como é emocionante isso para elas, visto que terão muitas novas oportunidades de se divertir e ter experiências desafiadoras.
Um dos requisitos do prêmio Fé em Deus é decorar as Regras de Fé. Neste ano de comemoração, compreender e decorar as Regras de Fé é especialmente importante para que as crianças possam declarar seu conhecimento da Restauração do evangelho. À medida que as crianças progridem no programa Fé em Deus, elas desenvolverão hábitos diários do evangelho e praticarão viver os princípios do evangelho freqüentando as atividades dos dias da semana. Lembrem-se, as crianças de 10 e 11 anos estão em estágios de desenvolvimento em que se beneficiam mais com as oportunidades de aprendizado ativo que lhes demonstrem como pôr o evangelho em ação, como em serviço para os outros.
Ajudar as Crianças a Servir os Outros
Podemos orientar as crianças a atividades e projetos positivos onde tenham a oportunidade de amar e servir os outros. Jesus Cristo ensinou: “Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.25 O Presidente David O. McKay ensinou: “Doar constitui maior demonstração de espiritualidade do que receber. As maiores bênçãos espirituais advêm de ajudar o próximo”.26 As crianças expressam sentimentos de alegria e bondade quando participam em atividades que abençoam e servem outros que são menos afortunados. As crianças não precisam estender-se além de sua família, alas e comunidade para servir, como ilustram as seguintes histórias.
Em Setúbal, Portugal, um grande número de crianças, juntamente com os pais, participaram de um projeto para melhorar os parques da cidade. Ajudaram na reconstrução de três áreas para piqueniques. Esse projeto de serviço ajudou as crianças como contribuir em sua comunidade para o bem de todos e ajudou a criar laços de amizade.27
Certa pequena criança da Primária decidiu ajudar sua tia a recolher cobertores para bebês nascidos em uma maternidade para mães carentes da Argentina, que não tinham dinheiro para comprar cobertores. Para a festa de seus oito anos, ela pediu às crianças convidadas que trouxessem um cobertor de bebê em vez de um presente. Foram convidadas quinze crianças e recebidos 50 cobertores. Disse ela: “Sinto-me bem sabendo que 50 bebês terão cobertores para aquecê-los”.28
Existem alguns princípios básicos envolvidos em ajudar as crianças a servir outros. As crianças da Primária, especialmente as mais velhas, podem sugerir um projeto ou escolher entre uma lista de projetos para que sintam um interesse pessoal naquilo que estão fazendo. Projetos de serviço que envolvam sua própria família ou vizinhança são melhores porque as crianças podem realizar contatos contínuos com aqueles que serviram, permitindo-lhes ver como seu serviço beneficiou os outros. Certifiquem-se de que as crianças estejam realmente fazendo algo com as mãos e seu tempo, e tenham cuidado para não permitir que o projeto se torne uma carga financeira para quem quer que esteja envolvido. Servir aos outros ajuda as crianças a desenvolverem um forte senso de valor pessoal e ver seu futuro como esperançoso e produtivo.
As Crianças Podem Olhar para o Futuro com Esperança e Fé
A Primária prepara as crianças para o futuro e para seu papel como portadoras do Sacerdócio Aarônico e moças dignas. Ensinar o plano de salvação proporciona às crianças uma compreensão de quem são e quem podem vir a ser. Um garoto de 11 anos da Rússia aguardou ansiosamente seu 12º aniversário para poder distribuir o sacramento. Dois anos antes ele havia sido adotado por pais que foram batizados na Igreja como adultos. Seu pai relatou naquela manhã especial: “Na reunião sacramental daquele dia, não contive as lágrimas quando o vi distribuindo o sacramento pela primeira vez. (...) Gostaria de ter crescido na Igreja (...) com o conhecimento que ele [tem] agora”.29 A Primária ajudou esse rapaz a preparar-se para receber o Sacerdócio Aarônico. Seu conhecimento do evangelho lhe dá esperança e fé ao planejar seu futuro.
A reunião de preparação para o sacerdócio, apresentada sob a direção do sacerdócio, é uma prioridade ao preparar-se os meninos de 11 anos para receber o Sacerdócio Aarônico. Geralmente realiza-se em novembro, para todos os meninos de 11 anos e seus pais. Depois de avaliar, em espírito de oração, as necessidades dos meninos de sua ala, os membros do bispado determinam o conteúdo da reunião. Essa reunião deve ajudar os meninos a compreender a importância do sacerdócio, e fortalecer seu compromisso de prepararem-se para recebê-lo.
Ajudar as meninas da Primária a tornarem-se moças dignas é especialmente difícil hoje em dia. As vozes do mundo encorajam as vestimentas sem recato e o comportamento imoral. O recato e o comportamento digno começam em casa. Seria útil que as líderes da Primária se unissem às líderes da Sociedade de Socorro e das Moças para ensinar padrões de vestimenta para criancinhas antes que elas cheguem aos anos da adolescência e à forte pressão negativa dos colegas. Às vezes achamos que as crianças em idade de Primária parecem ser jovens demais para se preocupar com shorts curtos e barriga e ombros de fora, ou com linguajar e música apropriados, mas as crianças aprendem o que é aceitável e o que não é em seus tenros anos quando os valores são ensinados e exemplificados por pais e outros. É nossa responsabilidade ajudar a ensinar a todas as crianças que sua aparência externa é um reflexo de seu compromisso interior de viver os padrões do evangelho.
Quando pensamos em como a Primária pode e ajuda a preparar as crianças para o futuro, gostaria de citar um discurso escrito e feito por um menino de 11 anos cujo nome é Matthew.
Dentro de mais duas semanas estarei saindo da Primária. Gostaria de falar hoje a respeito de algumas das coisas que a Primária me ensinou e como me ajudou a obter um testemunho do evangelho.
Uma das primeiras escrituras que decorei na Primária foi 1 Néfi 3:7: “Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas”. Eu era um Raio de Sol quando tive que apresentar essa escritura e minha mãe ajudou-me a decorá-la. Ainda me lembro dessa escritura hoje.
Sempre gostei de ir à Primária. Sempre ouvia as histórias e lições que eram ensinadas. Lembro-me também de decorar as Regras de Fé e o desafio da presidente da Primária para decorá-las antes de chegar aos 11 anos. Esforcei-me muito para alcançar essa meta.
Apreciei muitos tempos de compartilhar apresentados pelas líderes da Primária. É sempre divertido aprender a lição enquanto se faz uma atividade referente a ela. Uma coisa de que sentirei falta com relação à Primária é o tempo de cantar. Não acho que tenham tempo de cantar no sacerdócio. Vou também sentir falta das lições que minhas professoras davam em aula. Tive algumas ótimas professoras. Uma delas nos ensinou a não ser um mórmon dominical. Eu gostava muito do irmão Gray. Ele ajudou a me preparar para receber o sacerdócio. Aprecio o jeito como ele dá as aulas. Ele traz exemplos e os relaciona ao mundo. Sempre procura ter certeza de que todos entendem a lição. A maioria de meus amigos estiveram na Primária comigo. Gosto de vê-los a cada semana e de estar com eles.
A Primária ajudou meu testemunho a crescer. Houve muitas vezes em que senti o Espírito Santo durante as lições e o tempo de compartilhar. Vou sentir muita falta da Primária quando sair. A Primária fez-me ter um forte testemunho deste evangelho. Sei que esta é a Igreja de Jesus Cristo. Sei que Presidente Hinckley é um Profeta verdadeiro. Sei que o Livro de Mórmon é verdadeiro. Sei que Joseph Smith foi um profeta de Deus e que restaurou o evangelho de Jesus Cristo na Terra. Sou grato por meu conhecimento dessas coisas e das pessoas que me ajudaram a aprendê-las. Essas coisas eu digo em nome de Jesus Cristo. Amém.30

O discurso de Matthew não apenas falou sobre seus anos na Primária e revelou sua preparação para passar para os Rapazes e o Sacerdócio Aarônico, mas também expressou seu sincero amor e gratidão pelos seus professores e aos princípios do evangelho que lhe ensinaram. Lembrou-se de tempos divertidos e de amizades. Lembrou-se de ocasiões em que sentiu a presença do Espírito, testificando-lhe, e prestou seu testemunho do Pai Celestial, do Salvador, Jesus Cristo, e da Restauração do evangelho. É isso que queremos de todas as crianças quando fazem 12 anos. Não há dúvida de que a experiência de Matthew na Primária foi uma obra maravilhosa e um assombro.
Certo bispo, da Flórida, expressou parte desses mesmos sentimentos a respeito da Primária como parte de uma obra maravilhosa. O bispo escreveu:
Participei de muitas entrevistas batismais quando servia como presidente de missão e como bispo. Há uma semana, entrevistei um garoto de oito anos, da Primária, pertencente a uma família em que nem todos são membros. Eu jamais poderia ter tido uma experiência melhor! Eu não podia acreditar no conhecimento e força desse menino. Quando lhe perguntei onde obteve seu testemunho, ele disse: “na Primária, minhas escrituras, minhas orações, minha mãe, e o profeta”. Assisti ao seu batismo hoje, e um outro menino de oito anos, seu melhor amigo, fez um discurso sobre batismo. O discurso foi notável. Não pude deixar de ver esses dois meninos como missionários poderosos proclamando o evangelho a um mundo cansado e carente. Espero ardentemente que essa experiência não seja incomum. Minhas observações durante os anos tem sido que nossas pequenas crianças da Primária estão obtendo poderosos testemunhos e levantando-se como jovens testemunhas do que o Senhor está realizando para preparar Seu reino com os futuros missionários.31 E então, seu comentário seguinte é para cada uma de vocês: “Muito obrigado por tudo o que a Primária faz para ajudar a nutrir e ensinar”.
CONCLUSÃO
Esta é, verdadeiramente, uma época maravilhosa. Vocês, juntamente com um milhão de crianças e professoras da Primária em mais de 26.000 Primárias, são como a música “De Mãos Dadas, Toda a Terra”. “Esta é uma época de imensas oportunidades. Podemos aproveitar essas oportunidades e seguir avante. Que época maravilhosa para cada um de nós fazer sua pequena contribuição para o avanço da obra do Senhor na direção de seu magnífico destino.”33
As maravilhas da obra do Senhor rolam de Suas mãos com o coração e mente dispostos de todos quantos O servem. Nós somos Seus servos. Chamados a fazer essa obra, adicionamos nossas pinceladas à Sua tela, mantendo em mente seu grande desígnio de “levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem”.34 Regozijem-se em sua oportunidade de ser parte desta obra maravilhosa e um assombro. Regozijem-se com as crianças enquanto preparam-se para sua parte no plano do Senhor, ao amarem e servirem os outros. Essas são as crianças que terão o privilégio de ser parte do acabamento da obra do Senhor, que é o autor e rematador de nossa salvação. Que vocês sejam abençoadas ao fazer a obra de nosso Senhor. Em nome de Jesus Cristo. Ámen.
REFERÊNCIAS
1. Ver Janice Kapp Perry, “De Mãos Dadas, Toda a Terra” O Amigo, outubro de 2003, p. 13.
2. Correspondência no arquivo do Escritório da Primária.
3. “Seguir um Curso Constante”, A Liahona, janeiro de 2005, p. 3.
4. A Liahona, janeiro de 2005, p. 3.
5. Ver Isaías 29:14.
6. Doutrina do Evangelho, p. 404.
7. Doutrina do Evangelho, p. 404.
8. Henry B. Eyring, em Conference Report, outubro de 1997, 1B; ou A Liahona, janeiro de 1998, p. 96.
9. Ver Éter 12:27.
10. Ver Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: David O. McKay [Curso de Estudo do Sacerdócio de Melquisedeque e Sociedade de Socorro, 2003] p.189.
11. 2 Néfi 27:23.
12. D&C 11:21.
13. D&C 42:14.
14. Eyring, em Conference Report, outubro de 1997, p. 115.
15. Sandra Rogers, “Com Alegria Tirareis Águas das Fontes da Salvação”, Conferência das Mulheres de 2004.
16. L. Tom Perry, em Conference Report, abril de 1999, p. 6; ou A Liahona, julho de 1999, p. 8.
17. 2 Néfi 33:1.
18. D&C 45:71.
19. Ver Manual de Instruções da Igreja, Volume 2: Líderes do Sacerdócio e das Auxiliares, (1998), p. 229.
20. Ver Manual de Instruções da Igreja, Volume 2: Líderes do Sacerdócio e das Auxiliares, (1998), p. 239.
21. Ver Manual de Instruções da Igreja, Volume 2: Líderes do Sacerdócio e das Auxiliares, (1998), p. 230.
22. “Um Quadro de Fé e Testemunho”, A Liahona, janeiro de 1996, p. 98.
23. “The Lesson I Remember Best” [A Lição de que Me Lembro Melhor], Ensign, janeiro de 2005, p. 60.
24. M. Russell Ballard, “Ensinai as Crianças”, A Liahona, julho de 1991, p. 89.
25. Mateus 25:40.
26. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: David O. McKay, p. 199.
27. Church News, [Notícias da Igreja], “Helping Hands begins” [Iniciam-se Mãos que Ajudam], 7 de agosto de 2004, p. 15.
28. Meghan White, “Blankets for Babies” [Cobertores para os Bebês], Friend, junho de 2004, p. 45.
29. Laury Livsey, “Tornar-se Diácono”, A Liahona, janeiro de 2005, p. 44.
30. Correspondência em arquivo no Escritório da Primária.
31. Correspondência em arquivo no Escritório da Primária.
32. Ver Janice Kapp Perry, “De Mãos Dadas por Toda a Terra”, O Amigo, outubro de 2003, pp. 12--13.
33. Gordon B. Hinckley, em Conference Report, outubro de 1997, pp 90--91; ou “Olhar para o Futuro”, A Liahona, janeiro de 1998, p. 77.
34. Moisés 1:39.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

HISTÓRIA DA CONVERSÃO À IGREJA MORMÓN DE GIUSEPPE MARTINENGO

Eu não nasci e cresci em Utah entre os Mórmons mas fui criado por uma família católica na Itália.
Quando eu tinha 10 anos de idade meu pai morreu devido a um cancro de pulmão (ele fumava cigarros) aos 47 anos de idade. Sua morte mudou tudo em minha vida. Eu era então o filho único de uma jovem mãe viúva (minha mãe tinha 33 anos de idade).
Apesar de todos os esforços feitos pela minha mãe para me ajudar a lidar com a situação, rapidamente eu percebi que algo tinha mudado, não só na minha vida normal, mas também dentro de mim. Eu não me sentia mais como as muitas outras crianças, que podiam ser apenas crianças sem muitos problemas, e especialmente sem muitas perguntas sobre a vida e sem sentir uma súbita tristeza.
Por causa da morte de meu pai, eu percebi que algumas pessoas começaram a me tratar de maneira diferente e, ao longo do tempo tive que enfrentar algumas duras questões sobre o sentido de nossa existência aqui na terra.
Eu não percebi a importância do que se passava dentro de mim até eu ter a idade de 13 ou 14 anos. Contudo, com a idade de 14 anos eu estava começando a me sentir muito insatisfeito com o mundo em torno de mim e com as respostas que meus professores, familiares e religiosos me davam sobre as questões importantes da vida.
Eu estava começando a perceber que talvez estivesse faltando algo nas crenças da maioria das pessoas em torno de mim, mas eu não estava certo do quê.
É importante salientar que a presença da Igreja Católica foi muito forte em meu ambiente familiar, e que ainda posso lembrar de uma situação, quando eu tinha cerca de 9 ou 10 anos de idade, em que durante uma aula na escola sobre as pessoas de outras crenças, eu perguntei a mim mesmo: “Como podem as pessoas não serem católicas? Eles não sabem que todos eles irão viver para sempre no inferno? Porque eles não mudam de religião e tornam-se todos católicos?”. Essa foi a força da tradição católica no ambiente em que eu vivia.
A morte do meu pai, no entanto, começou a mudar a minha posição. O Senhor às vezes trabalha de forma misteriosa para realizar seus propósitos.
De fato, depois da morte de meu pai, minha mãe diminuiu seu envolvimento com a Igreja Católica. Ela ainda era católica, mas, talvez porque ela não encontrou o que estava procurando para lhe ajudar com essa difícil situação de perda, ela começou a buscar em outros lugares.
Ela começou a ler livros sobre religiões e filosofias orientais, como Ioga, Zen, Budismo e ela tornou-se praticante do Ioga.
Sua exploração abriu um mundo novo para mim. De repente, eu estava lendo sobre outras religiões e filosofias e fui descobrindo que havia várias coisas interessantes para serem aprendidas.
Comecei a perceber que talvez na Igreja Católica não houvessem as melhores respostas para as perguntas da vida.
Além disso, eu comecei a me familiarizar com os conceitos de progressão espiritual e a idéia de auto-aperfeiçoamento espiritual.
Não que estes conceitos sejam completamente ausentes na tradição católica, mas na vida cotidiana de um católico isso é coisa quase inexistente, uma vez que este aspecto é apenas enfatizado para aqueles que abandonam a vida “normal” e tornam-se padres ou freiras.
O meu religioso favorito foi São Francisco de Assis, mas eu não gostava da idéia de que um homem ou mulher religiosos deveriam desistir do casamento para seguir uma vida religiosa plena.
Eu tinha um amigo querido, Stefano, que era um dos membros de um pequeno grupo protestante. Eu sempre fui atraído pelo fato de que este e outros grupos protestantes tinham rejeitado o princípio do celibato em suas igrejas. Quando as pessoas como eu estão imersas em uma forte cultura católica, estes pequenos exemplos ou idéias podem fazer uma grande diferença ao longo do tempo e nos podem dar a coragem de perseguir algo diferente, apesar da forte pressão da tradição.
Quando eu tinha 15 anos de idade, passei por outra importante experiência. O cenário foi o de uma viagem a Roma. O objetivo da viagem era para a juventude católica de toda a Europa encontrar-se com o Papa.
Naquela época eu estava envolvido com a juventude da minha paróquia, mesmo quando eu já estava começando a questionar algumas crenças. Durante essa viagem, algo especial aconteceu.
Especificamente neste dia, milhares de jovens estavam preparados para encontrar o Papa na Basílica de São Pedro.
Tínhamos sido preparados há meses para este encontro especial. Jovens de toda a Europa tinham viajado para estar alí. Obviamente, o Papa não estava presente quando chegamos e por isso todos que estavam reunidos ali no piso da igreja começaram a cantar.
Eu realmente não cantava, mas eu ouvi, por alguns instantes os cantos gregorianos, e depois comecei a não me sentir bem.
Eu tinha grandes expectativas sobre esta visita especial ao Papa, mas depois de um tempo comecei a pensar: “O que estou fazendo aqui? Por que eu estou aqui afinal? Só por que outras pessoas me disseram que seria especial?”.
Eu fiquei em dúvida por um tempo, e então decidi me levantar e sair. Tive uma sensação de alívio quando eu deixei aquela estranha atmosfera na Basílica São Pedro.
Eu tinha um tio que morava em Roma e decidi visitá-lo e passar algum tempo com sua família em vez de ficar naquela reunião com o Papa.
No caminho de volta para minha cidade, no norte da Itália, enquanto ainda estava no trem tive a oportunidade de dizer o que eu tinha feito para o nosso guia, um sacerdote muito amigável. Eu disse-lhe sobre os meus sentimentos, minhas dúvidas, e sobre o fato de ter saído da reunião.
Comecei a fazer algumas perguntas sobre as crenças católicas. Após me ouvir e discutir comigo durante algum tempo, ele finalmente disse: “Se você acredita nestas coisas, então você não é um católico”. Isso foi realmente uma afirmação forte e desafiadora, um convite de volta à ortodoxia. Fiquei um pouco perplexo, mas eu respondi: “Então, eu provavelmente não sou um católico!”
Suponho que o Espírito do Senhor estava presente naquele dia me dando apoio e abrindo minha mente, porque me senti aliviado quando eu disse o que eu realmente estava pensando, e não estava com medo da reação do sacerdote.
Após esse episódio, a minha busca de respostas foi direionada principalmente para fora da Igreja Católica.
Quando confrontado com minhas perguntas, o sacerdote não encontrou nada melhor para me sugerir a não ser que eu tivesse uma fé cega ou que me considerasse um herege!
Vários anos se passaram após este episódio, e eu continuava me encontrar com meus amigos Católicos mas já estava mais envolvido em ler livros sobre outras religiões.
Os livros foram minha principal fonte de informação sobre outas religiões. Um autor que realmente tinha uma forte influência sobre mim neste período, por exemplo, era Sri Aurobindo. Não consigo lembrar de detalhes do que li naquela epoca, mas Sri Aurobindo, em seus livros sugere que a humanidade pode evoluir espiritualmente para além das suas atuais limitações e chegar a um futuro estado de existência “supramental”. Isso seria como um passo “evolucionário”  para a humanidade que deveria ser conduzida a uma vida divina na terra. Esta idéia me faz lembrar o Milênio, mas a Bíblia nos ensina que o Milênio não será uma consequência da “evolução”. De qualquer maneira através deste autor e outros eu estava abrindo a minha mente a novas idéias.
Baseado em meu conhecimento atual e testemunho dos ensinamentos da Igreja Mórmon, não posso evitar de pensar que, ao ler os  escritos deste autor e outros como ele, eu estava movendo um passo à frente no sentido de abrir a minha mente para compreender mais tarde alguns conceitos fundamentais da doutrina mórmon, alguns dos quais não são claros ou aceitos por muitos cristãos tradicionais.
Creio que o Espírito do Senhor ensina as pessoas de acordo com sua língua e seu nivel de compreensão, e guia os que sinceramente buscam conhecer a verdade passo a passo, até que estejam prontos para a plenitude do Evangelho.
A minha busca pela verdade continuou a se intensificar até que atingiu o seu clímax quando eu tinha 19 anos de idade.
Um dia eu estava em Torino, onde eu estava avançando com meus estudos em Física. Eu tinha escolhido estudar física, não porque quisesse me tornar um novo Einstein, mas por causa de livros como O Tao da física de Fritjof Capra, livros que falam sobre os paralelos entre a física moderna e o misticismo oriental.  É desnecessário dizer que, o meu interesse pela física não era nada mais do que um outro passo na minha busca pela verdade religiosa, e fiquei muito desapontado com o meu programa de graduação na Universidade de Torino. Assim, como em outras ocasiões, neste dia eu não estava estudando física, mas estava lendo um livro sobre a história da filosofia indiana.
A certa altura, neste dia, eu decidi sair para um passeio para relaxar e pensar na vida. Enquanto eu estava caminhando pela cidade, alguém me parou e perguntou se eu queria fazer um teste psicológico. Eu não mencionei isso antes, mas eu também tinha me interessado por psicanálise e psicologia, e tinha gostado de livros como os de Erich Fromm, “A Arte de Amar” ou “Ter ou Ser?” e assim por diante. Por isso, fiquei um tanto curioso sobre este teste.
Este teste foi o início da minha última etapa na minha busca pela verdade. Depois disso, eu tinha perdido o meu receio de me desligar da tradição católica, e me tornei quase incompreensível para minha família e meus amigos católicos.
Posso dizer agora que eu estava pronto para encontrar os missionários Mórmons e, sobretudo, para compreender e aceitar a sua mensagem, menos do que um ano mais tarde, graças a todas estas experiências.
Mas quem estava por trás daquele teste psicológico? Os membros do grupo de Dianetics e  Cientologia.  O seu enfoque  sobre a melhoria pessoal combinada com conhecimento científico, religioso, e psicológico me atraíram por um curto período de tempo, mesmo que nunca tenha realmente me envolvido com eles,  porque após o interesse inicial compreendi que eles também não tinham as respostas que eu estava buscando.
No entanto, mesmo esta experiência relativamente negativa teve pelo menos um importante resultado positivo. A Cientologia desfez completamente as minhas últimas ligações psicológicas (e algumas doutrinais) com a Igreja Católica.
Eu me libertei ainda mais do peso da tradição com a qual cresci e permaneci forte na convicção de que havia alguma coisa além disso, em algum lugar, em alguma organização, ou em algum livro, que poderia me ajudar a responder às minhas perguntas sobre o propósito da vida.
Pode parecer de pouca importância para alguns, mas para ter a coragem de ir contra a ortodoxia de séculos na Itália, ter a coragem de contestar pelo menos em nossa mente a tradição é um passo importante para que possamos estar prontos para receber um testemunho e  aceitar o Evangelho Restaurado.
Isso foi especialmente verdadeiro para mim, pois eu não decidi ser batizado na Igreja Mórmon por razões sociais ou por um interesse temporário, mas porque eu fui tocado pelo Espírito, após contemplar a simples mas poderosa arquitetura e lógica da doutrina Mórmon. O conceito de obter um testemunho da verdade pelo Espírito de Deus implica que confiar na tradição não é suficiente, mesmo quando esta tradição é verdadeira.
Eu posso testemunhar com toda a minha convicção de que a escritura que diz
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lucas 11:9)
é verdadeira, porque o Senhor me guiou pela mão através de diversas experiências até que eu encontrei o que estava realmente procurando, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, mais uma vez estabelecida aqui na terra.
Os anos escuros da minha vida finalmente terminaram quando eu conheci os missionários mórmons e eu só posso ser grato por ter nascido em uma época em que a verdadeira Igreja está presente na face da terra. Eu não posso imaginar as dificuldades impostas às pessoas que tentaram encontrar a Igreja, quando ela ainda não havia sido restaurada na terra.
Eu preciso reconhecer que devo à Igreja Católica minha primeira compreensão limitada de Jesus Cristo, crença que nunca me deixou, mesmo quando eu estava centrado em conhecer outras religiões. No entanto, devo a estas outras religiões e filosofias uma  compreensão melhor de muitos princípios verdadeiros e uma mente mais aberta que me ajudou a não ter medo quando eu finalmente encontrei a verdadeira Igreja de Jesus Cristo (dos Santos dos Últimos Dias).

CONVERSÃO DE UM BISPO CATÓLICO

Durante a Segunda Guerra Mundial HELMUT MAAS estudou e tornou-se Doutor em Teologia e foi ordenado Padre na Igreja Católica Romana, Igreja da Polônia. Logo ele se tornou íntimo do Bispo que era seu superior na época. A seguir seu supervisor foi promovido a Arcebispo, e ajudou o Padre (que lhe era altamente recomendável) a assumir o seu lugar no bispado.Quando a guerra terminou a União Soviética, que ocupou a Prussia, Polónia, e a Alemanha Oriental, anunciou que a Prússia e a parte oriental da Polónia eram propriedades Soviéticas, mas em troca pela sua apropriação da Polónia Oriental eles dariam  parte da área da Alemanha ocupada. Muita gente das áreas  anexadas, temerosas de viver sob domínio Soviético, partiu a-pé de seus lares deixando seus pertences, levando apenas o que podiam carregar ou podia ser colocado em carros de mão ou em carroções ( em caso de serem afortunados o bastante para terem carros de mão ou carroções ). Eles tinham de procurar novos lares em países já quase desprovidos de abrigo em razão da guerra. Muitos poloneses dirigiram-se às novas áreas recebidas da União Soviética na Alemanha Oriental uma que pudesse satisfazer suas necessidades espirituais na nova área ocidental da Polónia e Alemanha Oriental; a Igreja Católica determinou aos padres de fala polaca que fossem para lá.A maneira com que o Senhor realiza "Seus propósitos" é maravilhosa a nossos olhos. Seu conhecimento perfeito de todas as coisas e Seu Poder Onipotente torna fácil a Ele realizar seu trabalho. Certo dia Dr. Maas descia caminhando certa rua em Dresden (bem a oeste da nova fronteira designada à Polónia) quando ele teve urgente necessidade de ir ao banheiro. Ele conhecia o carácter da vizinhança e sabia ser inconveniente para um servo de Deus ser visto entrando ou saindo de qualquer das casas ao longo daquela rua. Mas do outro lado da rua havia uma Capela da Igreja Mórmon; era uma das capelas construídas antes da guerra e tinha sido preservada miraculosamente. Ele então decidiu que seria bem melhor para ele sair ou entrar em uma Capela do que de qualquer outro lugar. Ao entrar na Capela SUD (Santos dos Últimos Dias) ele foi recebido gentilmente. Quando pronto para partir ia agradecer ao homem que o havia ajudado, o irmão replicou: "É um grande prazer servir-lhe. Por favor sinta-se à vontade para retornar quando quiser. Antes de partir, eu tenho alguns livros que gostaria de presentear-lhe - o senhor os leria?" O Bispo respondeu: "Naturalmente eu os lerei!" Assim ele os colocou em sua batina e partiu.De volta a seu apartamento tirou os quatro livros que prometera ler. Eles intitulavam-se: Das Buch Mormon (o Livro de Mórmon), Die Lehre und Bundnisse und Kostlich Perle (Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor, Jesus der Christ (Jesus o Cristo), e Em Wunderbar and Seldsames Werk (Uma Obra Maravilhosa e Um Assombro). Ele leu os livros e ficou chocado ante a angústia de compreender que ele não fazia parte da Igreja do Senhor. Assim sendo, ele aposentou-se como Bispo.Quando alguém termina sua vida produtiva na Alemanha Oriental ele se torna livres para deixar o País caso o deseje. Por que o governo da Alemanha Oriental pagaria uma pensão a alguém que desejaria deixar o País e partir? Naturalmente, a pensão não vai com eles!Em razão de seus filhos e netos não poderem visitá-los até que também se aposentem - e também não podem voltar para visitá-los, (no tempo da ocupação Soviética da Alemanha Oriental - N.T. ), poucos partem. Embora o governo da Alemanha Ocidental provê uma pequena pensão para aqueles que desejam deixar a Alemanha Oriental, poucos a aceitam. Mas Dr. Maas não tinha filhos e sua pensão vinha da Igreja Católica, assim sendo ele decidiu partir e estabelecer-se em Kaiserslautern; Esta talvez seja a única cidade na Europa onde há uma capela SUD na rua principal, no centro da cidade. Dr.Maas imediatamente reconheceu-a e se apresentou lá no domingo seguinte para assistir à Escola Dominical, no horário ali exibido. Entretanto, ele não conseguiu conversar com ninguém, eles eram todos estrangeiros falando alguma língua estrangeira, Inglês! Kaiserslaughtern localiza-se na floresta próxima à base do Exército Americano, onde muitos homens SUD estavam servindo. Esses soldados haviam construído a capela, e eram os primeiros a usá-la nas manhãs de domingo.Dr.Maas saiu desapontado, e voltou ao apartamento.Entretanto, um dia duas jovem senhoritas missionárias vieram à sua porta.Quando abriu a porta uma delas segurava um Livro de Mórmon e perguntou-lhe em alemão: "O senhor já viu este livro?" Ao que ele respondeu: "Por favor , entrem." As jovens missionárias ensinaram-lhe as palestras, e ele concordou em ser batizado. Mas uma delas então notou uma foto de um homem em trajes clericais e perguntou quem era ele, "Sou eu. Como vê, sou um Bispo aposentado da Igreja Católica". As missionárias ficaram paralisadas. Será que a Igreja SUD permitiria o batismo de um Bispo Católico aposentado? Que tipo de perseguição ele sofreria se o fizesse? E será que essa perseguição realmente ocorreria? (pela sua anterior filiação). Mas sua constatação era de que os alemães não eram um povo muito inclinado à religiosidade, uma vez que poucos aceitavam ouvir sua mensagem. Alguns missionários completavam seu tempo de missão sem conseguir que uma única alma ouvisse sua história a respeito da restauração e aceitasse o batismo.Quando o problema foi levado ao Presidente da Missão ele perguntou: "Ele cré em Jesus Cristo? Sim. "Ele acredita em Joseph Smith como sendo um Profeta de Deus?" Sim. "Ele acredita ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus?" Sim. "Ele está disposto a cumprir os mandamentos de Deus, incluindo o pagamento de dízimos, e ajudar na construção do Reino?" Sim. "Existem transgressões imperdoáveis em sua vida que o impeça de ser membro da Igreja?" As missionárias não acreditavam nisso. "Vocês não podem impedir o batismo de um fiel e obediente seguidor de Cristo, apenas porque ele foi um Bispo Católico." Assim, o Dr. Maas foi batizado; o ano era 1976.Na Alemanha Ocidental a filiação religiosa de uma pessoa é assunto de registro do Estado, porque o governo coleta a renda de certas igrejas advinda das deduções da folha de pagamento e que são denominadas "Taxa da Igreja" A Igreja SUD é uma das quatro igrejas reconhecidas pelo governo da Alemanha Ocidental. Assim sendo, os dízimos podem ser deduzidos se a Igreja assim o desejar. Dessarte, quando Dr.Maas foi batizado ele foi à Prefeitura e mudou sua filiação da Igreja Católica para Santo dos Últimos Dias. Quando a Igreja Católica foi notificada de que Dr.Maas tinha retirado seu nome dos registros da Igreja eles cancelaram sua pensão.Dr.Maas teve de requerer a "Pensão dos Idosos", como refugiado da Alemanha Oriental. Entretanto, a pensão dos Idosos nem de longe atingia o montante da que ele recebia como Bispo Católico aposentado. - mas, acerca de dois anos mais tarde Dr. Maas recebeu uma carta pessoal do novo Papa, João Paulo II, que dizia:Querido Dr. Maas,Fiquei sabendo que sua pensão foi cancelada porque você deixou a Igreja. Gostaria de convidá-lo a vir a Roma como hóspede da Igreja para discutirmos a possibilidade de restaurarmos sua pensão."Dr.Maas respondeu que ficaria feliz em visitar o papa. O Vaticano fez os arranjos necessários, incluindo uma entrevista de hora e meia de certo dia, para os velhos amigos se encontrarem. Lembre-se, o Papa João Paulo II, é o primeiro papa não italiano desde 1523. Ele era polonês. De fato ele havia mesmo sido o Bispo e mais tarde o Arcebispo que fez de Dr. Maas um Bispo na Polônia.A hora e meia passou como um relâmpago e à 1:30 o Papa disse a seu Secretário, "Remarque meus compromissos"! Pois ele estava ouvindo a história de Joseph Smith Jr., do Livro de Mórmon, e sobre a Restauração através de seu velho amigo, Dr. Maas. Novamente às 2 horas, 2:30, 3:00 hs. 3:30, 4:00, 4:30 ele disse a seu secretário para remarcar seu próximo compromisso! Ele discutiu a Restauração até às 5:00 hs quando então disse: "Tenho de ir agora; não posso cancelar meu próximo compromisso. O que será às 5 horas? Você vai restaurar sua pensão?" "Não, agora possuo o Sacerdócio de Deus e você não. Se eu tivesse que deixar a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, eu perderia tudo que realmente importa. Mas antes de eu partir eu tenho alguns livros que gostaria de dar-lhe. Se eu lhos der o senhor os lerá?" O papa disse que sim, então Dr. Maas deu-lhe o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor, Jesus o Cristo, Uma Obra Maravilhosa e Um Assombro. e partiu.No decorrer dos anos a Igreja SUD tem enviado Dr.Maas a Roma em várias ocasiões, para cuidar de assuntos com o Papa. Em sua última visita , em 1986, João Paulo II prometeu a Dr. Maas que enviaria uma diretriz a todas as Dioceses para cooperarem com os Santos na microfilmagem de nacimentos, casamentos e motes registrados pelas Paróquias Católicas. Dr. Maas disse que o Papa convidou-o a jantar com ele naquela noite, e foi um acontecimento de gala com muita gente. O papa assentou-se ao lado de seu velho amigo e quando acomodado ergueu uma taça de vocka, diante de Dr. Maas e disse, "Dr. Maas, todos temos uma taça de vodka esta noite, mas você é um mórmon agora, assim sendo não pode beber nem um pouco."Dr. Maas virou-se para David Horn ao final da entrevista acima e disse: "Naturalmente, eu não queria nenhuma vodka de qualquer maneira."(História do Dr. Professor Helmut Maas; nascido a 25 de agosto de 1918, na Polónia. Entrevista conduzida por David H. Home, Ph.D. BYU. Na Alemanha Ocidental - Julho de 1987).