terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O Toque da Mão do Mestre

"O Toque da Mão do Mestre"

Presidente Boyd K. Packer
Presidente Interino do Quórum dos Doze Apóstolos

"Todos cometemos erros. ( . . . ) Assim, está em nossa natureza sentir culpa, humilhação e sofrimento, que não podemos curar sozinhos. É nesse momento que o poder curador da Expiação irá ajudar-nos."

Presidente Boyd K. Packer
O apoio aos oficiais oferece grande proteção à Igreja. O Senhor ordenou "que a ninguém será permitido sair a pregar meu evangelho ou estabelecer minha igreja, a não ser que tenha sido ordenado por alguém que tenha autoridade; e que a igreja saiba que tem autoridade e foi apropriadamente ordenado pelos dirigentes da igreja".1 Dessa forma, os membros da Igreja em cada organização por todo o mundo sabem que são os verdadeiros mensageiros. Meu propósito é aliviar a dor dos que sofrem do desagradável sentimento de culpa. Sinto-me como o médico que começa seu tratamento dizendo: "Bem, isso vai doer um pouquinho . . . "
Todos nós já sentimos pelo menos um pouco da dor de consciência que segue nossos erros.
João disse: "Se dissermos que não temos pecados, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós".2 Depois, acrescenta, mais vigorosamente: "Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós".3
Todos sentimos, às vezes, e em alguns casos grande parte do tempo, um remorso por coisas que fizemos de errado ou deixamos de fazer. Esse sentimento de culpa representa para o espírito o mesmo que a dor para o corpo físico.
Mas a culpa pode ser mais difícil de se suportar do que a dor física. A dor física é o sistema de alarme da natureza que indica que algo precisa ser mudado, limpo ou tratado, talvez até removido por cirurgia. A culpa, a dor de consciência, não pode ser sanada da mesma forma.
Se vocês estão sobrecarregados com deprimentes sentimentos de culpa, decepção, fracasso ou vergonha, existe uma cura para isso. Minha intenção não é magoar seus ternos sentimentos, mas sim ajudá-los, e ajudar aqueles a quem vocês amam. Os profetas ensinam quão dolorosa pode ser a culpa. Ao ler o que disseram, estejam preparados para ouvir palavras muito fortes. Mas não lerei as coisas mais duras que disseram.
O profeta Alma, descrevendo seu sentimento de culpa, disse: "Fui torturado com eterno tormento, porque minha alma estava atribulada no mais alto grau e atormentada por todos os meus pecados".4
Os profetas escolheram palavras muito descritivas.
Torturado significa "ser submetido à tortura".5 Havia, antigamente, um instrumento de tortura no qual a vítima era atada pelos punhos e calcanhares a um eixo que era então girado, causando uma dor insuportável.
As escrituras fazem freqüente menção às almas e mentes que são "dilacerados" pela culpa.6
As torturas usadas no passado eram tão dolorosas que faziam até os inocentes confessarem coisas que não tinham feito para livrarem-se da dor.7
Os profetas falam do "fel da amargura"8 e freqüentemente comparam a dor da culpa ao fogo e enxofre. Enxofre é outro nome dado ao súlfur.
O rei Benjamim disse que os iníquos serão "condenados a uma visão terrível de sua própria culpa e abominações, que os fará recuar da presença do Senhor para um estado de miséria e tormento sem fim".9
O Profeta Joseph Smith disse: "O homem é seu próprio carrasco e seu próprio juiz. ( . . . ) O tormento do desapontamento na mente de um homem [ou mulher] é tão intenso quanto um lago ardente de fogo e enxofre".10
Esse lago de fogo e enxofre, que arde sempre sem nunca ser consumido, é a descrição que as escrituras dão do inferno.11
Suponham que não houvesse cura, que não houvesse nenhuma maneira de aliviar a dor espiritual ou de apagar a agonia da culpa. Imaginem se todo erro, todo pecado, fosse somado aos outros, e o tormento continuasse para sempre. Muitos de nós carregam desnecessariamente o fardo da culpa e da vergonha.
As escrituras ensinam que "é necessário que haja uma oposição em todas as coisas". Caso contrário, "não haveria retidão"12 nem alegria, nem felicidade, nem redenção.
A terceira Regra de Fé ensina: "Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, por obediência às leis e ordenanças do Evangelho". A Expiação oferece redenção da morte espiritual e do sofrimento causado pelo pecado.
Por algum motivo, achamos que a Expiação de Cristo é aplicada no final da vida mortal para a redenção da Queda e da morte espiritual. Ela é muito mais que isso. É um poder sempre presente, para ser invocado a cada dia da vida. Quando estamos atormentados pela culpa ou sobrecarregados pela dor, Ele pode curar-nos. Embora não compreendamos plenamente como foi realizada a Expiação de Cristo, podemos sentir "a paz de Deus, que excede todo o entendimento".13
O plano do evangelho é o "grande plano de felicidade".14 É contrário à natureza de Deus e contrário à própria natureza do homem sentir felicidade no pecado. "Iniqüidade nunca foi felicidade".15
Sabemos que algumas ansiedades e depressões são causadas por distúrbios físicos, mas em muitos casos (talvez na maioria deles) não se trata de uma dor do corpo, mas sim do espírito. A dor espiritual resultante da culpa pode ser substituída pela paz de consciência.
Ao contrário das duras palavras que condenam o pecado, ouçam as palavras reconfortantes e consoladoras de misericórdia, que contrabalançam as palavras mais duras da justiça.
Alma disse: "Minha alma foi redimida do fel da amargura e dos laços da iniqüidade. Achava-me no mais escuro abismo, mas vejo agora a maravilhosa luz de Deus. Minha alma estava atormentada com um suplício eterno, mas ( . . . ) já não sofre".16
"Sim, lembrei-me de todos os meus pecados e iniqüidades, pelos quais me vi atormentado com as penas do inferno ( . . . ).
E ( . . . ) enquanto eu estava sendo assim atormentado e enquanto eu estava perturbado pela lembrança de tantos pecados, eis que me lembrei também de ter ouvido meu pai profetizar ao povo sobre a vinda de um Jesus Cristo, um Filho de Deus, para expiar os pecados do mundo.
Ora, tendo fixado a mente nesse pensamento, clamei em meu coração: Ó Jesus, tu que és Filho de Deus, tem misericórdia de mim que estou no fel da amargura e rodeado pelas eternas correntes da morte.
E então, eis que quando pensei isto, já não me lembrei de minhas dores; sim, já não fui atormentado pela lembrança de meus pecados.
E oh! Que alegria e que luz maravilhosa contemplei! Sim, minha alma encheu-se de tanta alegria quanta havia sido minha dor."17
Todos cometemos erros. Às vezes, prejudicamos a nós mesmos e ferimos gravemente outras pessoas de um modo que não podemos remediar sozinhos. Quebramos coisas que não podemos consertar. Assim, está em nossa natureza sentir culpa, humilhação e sofrimento, que não podemos curar sozinhos. É nesse momento que o poder curador da Expiação irá ajudar-nos.
O Senhor declarou: "Pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam".18
Se Cristo não tivesse realizado a Expiação, as punições pelos erros seriam acrescentadas umas às outras. Não haveria esperança na vida. Mas Ele sacrificou-Se voluntariamente para que pudéssemos ser redimidos. E disse: "Eis que aquele que se arrependeu de seus pecados é perdoado e eu, o Senhor, deles não mais me lembro".19
Ezequiel disse: "Restituindo esse ímpio o penhor, indenizando o que furtou, andando nos estatutos da vida, e não praticando iniqüidade, certamente viverá, não morrerá.
De todos os seus pecados que cometeu não se terá memória contra ele."20
Pensem nisso: não se terá memória deles!
Podemos até "[conservar] a remissão de [nossos] pecados".21 O batismo por imersão é para a remissão de nossos pecados. Esse convênio pode ser renovado ao tomarmos o sacramento a cada semana.22
A Expiação tem um valor prático, pessoal e diário. Apliquem-na à sua vida. Ela pode ser ativada por algo tão simples quanto uma oração. Vocês não se verão livres de problemas e erros, mas podem apagar a culpa por meio do arrependimento e sentir paz.
Citei a terceira Regra de Fé. Ela tem duas partes: "Cremos que, por meio da Expiação de Cristo, toda a humanidade pode ser salva, [seguem-se então as condições] por obediência às leis e ordenanças do Evangelho."
A justiça exige que haja uma punição.23 A culpa não é apagada sem dor. Há leis a serem obedecidas e ordenanças a serem realizadas, e há penalidades a serem pagas.
A dor física exige tratamento e uma mudança no estilo de vida.
O mesmo acontece com a dor espiritual. É preciso haver arrependimento e disciplina, em sua maior parte autodisciplina. Mas para restaurar nossa inocência, depois de transgressões graves, é preciso também que seja feita uma confissão ao nosso bispo, que é o juiz designado.
O Senhor prometeu: "Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo".24 Essa cirurgia cardíaca espiritual, tal como a que é realizada no corpo, pode causar-nos dor e exigir uma mudança de hábitos e comportamento. Mas em ambos os casos, a recuperação proporciona uma nova vida e paz de consciência.
Quando os céus se abriram, e o Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith, o Pai proferiu sete palavras: "Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!"25 Seguiram-se revelações, e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias26 foi organizada. Ele próprio declarou que esta é "a única igreja verdadeira e viva na face de toda a Terra".27
Pedro, Tiago e João restauraram o sacerdócio maior, e João Batista, o Sacerdócio Aarônico. A plenitude do evangelho foi revelada.
De acordo com as revelações, que foram e ainda são dadas à Sua Igreja, tudo o que foi impresso, pregado, cantado, construído, ensinado ou transmitido na Igreja tem o objetivo de fazer com que homens e mulheres e crianças conheçam a influência redentora da Expiação de Cristo em sua vida diária e tenham paz.
Ele disse: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou".28
Como um de Seus Apóstolos, presto testemunho Dele e do sempre presente poder de Sua Expiação.
Deixando as sublimes palavras de justiça, misericórdia, advertência e esperança dos versículos das escrituras, volto-me para a mesma mensagem encontrada nos versos de um simples poema:


Ele estava maltratado e desgastado, e o leiloeiro
Achava que quase não valeria a pena
Despender muito tempo com aquele velho violino,
Mas mesmo assim, ergueu-o com um sorriso:
"Quanto me dão, meus senhores", gritou ele,
"Quem fará a primeira oferta?"
"Um dólar, um dólar"; em seguida, "Dois!" "Apenas dois?
Dois dólares. Quem dá três?
Três dólares, dou-lhe uma; três dólares, dou-lhe duas;
Vendido por três dólares -- "Mas, não,
Bem lá do fundo da sala, um homem grisalho
Adiantou-se e pegou o arco;
Limpou, então, o pó do velho violino,
Apertou as cordas soltas
E tocou uma melodia pura e bela
Como o cântico dos anjos.

A música terminou, e o leiloeiro,
Disse com voz calma e suave:
"Quanto me dão pelo velho violino?"
E ergueu-o juntamente com o arco.
"Mil dólares. Quem me dá dois?
Dois mil! Quem me dá três?
Três mil, dou-lhe uma; três mil, dou-lhe duas;
Vendido!" disse ele.
As pessoas aplaudiram, mas algumas choraram.
"Não entendemos bem
O que fez com que seu valor mudasse". Rapidamente veio a resposta:
"O toque da mão do mestre."

E muitos homens, cuja vida está desafinada,
Maltratada e desgastada pelo pecado,
São leiloados bem barato para a multidão insensível,
Tal como o velho violino.
Um "prato de lentilhas", um copo de vinho,
Um jogo de azar -- e ele segue adiante.
Dá-se uma, dá-se duas e
Quase se entrega.
Mas aí vem o Mestre, e a insensata multidão,
Não consegue compreender
O valor de uma alma e a mudança efetuada
Pelo toque da mão do Mestre.
29
 
Em nome de Jesus Cristo, Amém.
NOTAS
1. D&C 42:11.
2. I João 1:8.
3. I João 1:10.
4. Alma 36:12; grifo do autor.
5. Ver Mosias 27:29; Alma 36:12, 16–17; Mórmon 9:3.
6. Ver 2 Né. 9:47; Alma 14:6; 15:3; 36:12, 17, 19; 39:7.
7. Ver Mosias 2:39; 3:25; 5:5; Morô. 8:21.
8. Ver Alma 41:11; Atos 8:23; Mosias 27:29; Alma 36:18; Mórm. 8:31; Morô. 8:14.
9. Mosias 3:25.
10. Deseret News, 8 de julho de 1857, p. 138.
11. Ver Apoc. 20:10; 21:8; 2 Né. 9:16, 19, 26; 28:23; Jacó 3:11; 6:10; Mosias 3:27; Alma 12:17; 14:14; D&C 63:17; 76:36.
12. 2 Né. 2:11.
13. Filip. 4:7.
14. Alma 42:8.
15. Alma 41:10; ver também vers. 11.
16. Mosias 27:29.
17. Alma 36:13, 17–20.
18. D&C 19:16.
19. D&C 58:42; ver também Heb. 8:12; 10:17.
20. Eze. 33:15–16.
21. Mosias 4:12; ver também 2 Né. 25:26; 31:17; Mosias 3:13; 4:11; 15:11; Alma 4:14; 7:6; 12:34; 13:16; Hel. 14:13; 3 Né. 12:2; 30:2; Morô. 8:25; 10:33.
22. Ver D&C 27:2.
23. Ver Alma 42:16–22.
24. Eze. 36:26.
25. JS -- H 1:17.
26. Ver D&C 115:4.
27. D&C 1:30.
28. João 14:27.
29. Myra Brooks Welch, "The Touch of the Master's Hand", The Gospel Messenger, Brethren Press, 26 de fevereiro de 1921.

Testemunho de Stan Winchester

Missão: Tualatin; Estaca: Oregon
Oregon, EUA
Stan Winchester (18-02-1998)
Em 1960, enquanto eu crescia em Southern California assisti com minhas irmãs a uma maravilhosa igreja Batista do Sul ao fundo da rua de nossa casa. Foi lá que eu descobri principalmente o nosso Pai Celestial e o Senhor Jesus Cristo. Eu gostava de ouvir as histórias de Jesus e as histórias do Velho Testamento. Eu adorava ir à Escola Dominical, e às reuniões de adultos aos domingos. Eu também participava do grupo de jovens durante a semana. Adorei a comunhão com o bom povo desta igreja, mas mais que isto foram os sentimentos que aprendi  a sentir sobre Jesus e Sua vida. Lembro-me de algumas coisas que me ensinaram que me causaram grande confusão em minha mente. Um dos ensinamentos que me fez mais confusão foi a doutrina da Trindade, a qual nos foi explicada como as três partes de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) era como um ovo: a casca, o branco e a gema. Eram três partes distintas da mesma coisa. Foi muito confuso para mim. Lembro-me das chamadas semanais ao altar onde os membros da congregação iriam a pedido do pastor a dizer uma oração para convidar Jesus a entrar em seu coração. Não me lembro quantas vezes eu fui até durante as reuniões semanais da juventude. Eu queria ser salvo, mas nunca senti que o estava. Eu só queria sentir como eu fui salvo do inferno terrível de que falava o pastor. Foi irónico que a coisa que era suposto trazer-me o máximo de conforto foi a mais confusa e desconfortável para a minha alma. Saímos do Sul da Califórnia em 1969 e mudámo-nos para Aloha, Oregon. No outono de 1973, nossa família viajou para visitar meu tio Leo em Shelton Washington. Leo era o filho mais velho da família de minha mãe. Enquanto em casa do Leo, ele me convidou para ir a uma unidade com ele. Visitámos a casa de um homem idoso que estava recebendo a colocação de um novo telhado. Havia cerca de oito a dez homens lá trabalhando e eu descobri que eles eram todos membros da igreja do Leo. Fiquei profundamente tocado que esses homens fossem voluntários para ajudar o outro em necessidade. O dia seguinte era domingo e o Leo convidou-me para ir à reunião do sacerdócio com ele. Eu disse-lhe que eu não poderia porque eu não estava vestido adequadamente vestindo jeans e uma T-shirt. Ele disse-me para vir de qualquer maneira, que seria ok. Logo que entrei no prédio e conheci os membros eu sabia que estava em casa, embora eu não soubesse nada sobre esta Igreja ou suas doutrinas. Havia lá uma sensação incrível e maravilhosa. Eu estava tão animado!
Minha irmã Sandy e eu implorámos aos meus pais pelos missionários e em 26 de Janeiro de 1974 todos nós fomos batizados! Eu nunca esquecerei os sentimentos que eu tinha em mim ao vir para fora da água. Depois do meu batismo, e ao receber o Dom do Espírito Santo, senti-me leve como uma pluma, tão limpo como a neve nova, e meu coração estava tão cheio de amor que eu pensei que poderia estourar. O sentimento de salvação que nasceu no meu coração encheu minha alma. Ao longo dos anos, desde o meu batismo muitas coisas têm acontecido na minha vida. Eu continuei a experimentar a graça de nosso Pai Celestial através do Seu Filho Unigênito Jesus Cristo. Eu ainda sou um pecador e constantemente aquém da perfeição, embora eu saiba que meus pecados são lavados por causa da Expiação do Senhor Jesus Cristo. Para eu continuar a escolher segui-lo e buscar o Seu perdão. A maior coisa que eu aprendi desde a adesão à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a respeito da Expiação de Jesus Cristo. Tenho aprendido por meio da oração e da leitura do grande amor que nosso Pai Celestial e Jesus Cristo têm por nós. Eu tenho particularmente beneficiado da leitura do Livro de Mórmon, que ensina de Cristo do modo que foi perdido de outras fontes. Pelo menos que eu tenha lido, na Bíblia Sagrada não explica, "porque é que a Expiação de Jesus Cristo tem de ser de uma maneira tão terrível, cruel e desumana?" Ou, "por que nosso Pai Celestial quis que Seu Filho Unigênito sangrasse de todos os poros no Jardim do Getsêmani, fosse cuspido, humilhado no julgamento ilegal, torturado, escarnecido, ridicularizado e, finalmente, morresse de forma cruel?" Ou "porque não poderia a expiação de nosso Senhor ter acontecido de alguma outra forma?" Aprendi que nosso Pai Celestial pode responder a todas estas perguntas, além de muitas mais para TODOS aqueles que buscam conhecer a verdade, pois "a verdade vos libertará!" Em Tiago 1:5-6 diz: "Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que dá a todos [os homens] liberalmente e não censura, e ela lhe será dada. Mas peça-a, porém, com fé, em nada duvidando... "(Tiago 1:6). Testifico que a verdade pode ser encontrada, e em sua plenitude está no Livro de Mórmon. Há uma grande promessa no livro sagrado, onde se pode descobrir por si próprio se o livro é verdadeiro. "Eis que desejo exortar-vos, quando lerdes estas coisas, caso Deus julgue prudente que as leiais, a vos lembrardes de quão misericordioso tem sido o Senhor para com os filhos dos homens, desde a criação de Adão até à hora em que receberdes estas coisas, e a meditardes sobre isto em vosso coração. "E quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo. "E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas.". (Morôni 10:3-5).Em nome Jesus Cristo.Ámen.

Testemunho de Joseph Laflin

Joseph Laflin (1999/02/10)
Estaca: Brandon
Flórida, EUA
É o meu testemunho de que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a verdadeira Igreja de Cristo sobre a terra. Eu tenho a absoluta certeza disto devido à revelação pessoal e ao poder do Espírito de Deus ao tocar minha existência material. Eu fui criado católico, ensino básico, ensino médio e faculdade, por isso eu sempre tive o conhecimento de Deus e Jesus Cristo. Eu nunca tive vontade de mudar a minha religião, em particular para uma que requer tantas mudanças. Mas, à quinze anos atrás, várias coisas aconteceram, a primeira, um amigo deu-me um Livro de Mórmon e disse-me para lê-lo. Dei uma vista de olhos por ele e senti-me ofendido quando li a parte sobre a "igreja abominável", a qual na minha mente associei à Igreja Católica. Em seguida, um outro amigo deu-me uma história com gravuras do povo Mórmon. Eu observei-o, particularmente a parte sobre a viagem para oeste para o Vale do Lago Salgado. Lembro-me de pensar o quão patético este grupo de pessoas teriam que ser, para serem perseguidas constantemente. Isso coloca a questão da excomunhão de muitos dos membros, porque não conseguiam viver o evangelho, ou negavam Joseph Smith como um profeta. Então eu li a parte da morte de Joseph Smith em Carthage. Eu não tive nenhum sentimento sobre isso naquele momento, nem interiorizei que este Joseph Smith teria realmente acreditado nesta religião, ao ponto de se agravar as perseguições ligadas a ela. O terceiro incidente, todos realizados no espaço de um mês, foi o telefonema que recebi da esposa do meu melhor amigo. Ele viveu na Flórida e eu já não o via à vários anos. Ele era um membro dos Santos dos Últimos Dias. A sua esposa informou-me que o coração do meu  amigo havia sido danificado devido à medicação que tomava para o cancro. Ele não ia viver muito mais tempo e ela disse-me que ele queria ver-me antes de morrer. Eu saí de Ohio naquela noite e segui directamente para sua casa na Flórida. Quando cheguei, entrei no seu quarto e encontrei-o em muito mau estado de saúde.Ele, na verdade, estava perto da morte. Ele chamou-me  para junto da sua cama, dizendo: "Provavelmente achaste que eu te chamei aqui porque estou a morrer, mas a verdade é que eu tive um sonho de que te vou batizar na Igreja Mórmon, no sábado.Tu precisas de ter as lições dos missionários”. Eu comecei a rir-me dele, mas eu não queria perturbar o seu estado já frágil. Eu disse-lhe que eu não tinha qualquer desejo de ser batizado e para ele tirar isso da sua mente. Isto foi numa segunda-feira.Terça-feira, foi a mesma conversa: "Joe, tu precisas de ouvir as lições, o sábado não está  muito longe”. Eu não disse nada. Quarta-feira, a mesma rotina. Quinta-feira, ele começou novamente: "Joe, já não há muito tempo, tu precisas de  iniciar as lições hoje". Eu comecei a ficar  agitado. Eu decidi pôr um fim a todo aquele assunto do "batismo". "Eu não vou ser batizado, eu já pertenço a uma igreja, e não tenho qualquer vontade de pertencer a outra, acaba com isso, de qualquer maneira, como achas que poderias batizar alguém, se nem consegues sair da cama". Comecei a ir embora, quando de repente uma voz encheu o quarto. Não era a minha, nem era a do meu amigo: "Escuta-o!" Eu olhei em volta para ver quem tinha entrado no quarto. Não havia ninguém ali, excepto nós. Novamente, eu disse ao meu amigo: " Herb, esquece essa tolice e concentra-te em  melhorar." A voz voltou, desta vez com poder e autoridade:"Escuta-o!" Eu não sei o que me fez perceber que esta voz era o Espírito de Deus, mas eu a reconheci imediatamente. Tornei-me mais humilde do que eu jamais tinha sido. Lágrimas corriam pelo meu rosto. Eu recebi todas as lições nos dois dias antes de sábado e por alguma intervenção milagrosa, o meu amigo foi capaz de ir à capela e batizar-me no sábado. Algumas semanas depois ele morreu. É triste para mim que o Senhor me tenha dado amigos, livros e missionários, mas teve que ser o Espírito a intervir, para que eu pudesse aceitar o dom mais belo que Ele colocou na minha vida. Eu sei que esta é a verdadeira Igreja, e eu não poderia negá-lo. Todas as coisas podem cair, mas esta Igreja permanecerá com Jesus Cristo, à sua cabeça.Em nome de Jesus Cristo.Ámen.